TERRA

Eu comecei a subir e parei. Comecei, então, a me expandir para o lado como se eu tivesse em um grande caldeirão quântico. Onde toda a natureza era uma coisa só. E como se o todo fosse uma coisa só.

Entretanto, o homem acha que é diferente.
Viemos esquecidos. Esquecidos de que fazemos parte do grande um.

De que eu, a pedra, o pássaro, o mar e o vento somos um grande um. Uma coisa só. Se eu não tivesse essa sensação de separatividade, eu poderia experenciar tudo e trocar com a Terra e com todos. De forma fluída, como se todos estivessem em um grande fluxo.

Com a sensação de separação, a troca fica mais difícil, pois há o limite ilusório entre os seres. Eu me vejo separado de você.

Ao me dissolver com a Terra, o maior ensinamento foi a idéia to do grande um. Eu me dissolvi e virei cobra. E me senti cobra e senti a areia sob meu corpo. E senti o ar e o vento. E me senti vento. O vento que toca o caule. E me senti caule. E então, havia uma troca contínua e plena. E eu aprendia com tudo.

Onde está a essência do amor da Terra? Em nenhum lugar, ela é o próprio amor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário