LUZ




E ela andava na escuridão. E não havia nada. Nem medo.

Ao andar, começou a tocar o nada. E o nada começou a se iluminar, como pontinhos de luz na escuridão.

Alguns desses pontinhos se apagavam, logo após. Mas outros pontinhos, tornavam-se mais fortes e ficavam cada vez mais iluminados.

Estes tinham força para seguir seus caminhos.

MUDANÇA



Diante de tantos, tantos acontecimentos, ela tentava entender o porquê de tudo aquilo estar acontecendo. Por que tantos eventos chegavam....

E ela se lembrou do primeiro dia em que encontrou com ela.... Estavam sentadas, as duas.

O que havia mudado desde então..... Ela. Ela havia mudado.

Não era o externo que havia se modificado. Os eventos continuariam chegando. Sempre. Isso não mudaria. Mas, ela.... Ela, sim, não era mais a mesma !



CONTROLE



E o mestre da simplicidade apareceu e começou a brincar com a água. Me aproximei e coloquei minha mão nas águas do riacho. A água fluia pelos meus dedos, enquanto minha mão se movimentava.

Depois de muito brincar, fiz uma mini concha com as mãos e represei a água. A pequena quantidade de água que havia represado em minhas mãos não podia sair dali. Meu movimento havia ficado restrito pois precisava controlar para que aquela água não se fosse. Havia força e tensão na tentativa de represar a água.

Percebi naquele momento, que o primeiro a ser controlado quando queremos controlar algo ou alguém somos nós mesmos. Ao tentarmos deter algo, nós é quem ficamos paralisados.

Apenas abra as mãos e flua como a água.

Água



E ela não sabia como, em alguns momentos, ensiná-los sem endurecer....

E ela se viu como água.

Água espelho que reflete o belo das duas crianças. Água fonte, que nutre e alimenta. Água forte, que protege e ensina limites. Água doce, que aconhega e acalma. Água rio, que ensina o fluir e o movimento. Água chuva e água nuvem, que ensina e que aprende. Água vida, que cresce e faz florescer.